quarta-feira, 30 de abril de 2014

Os deuses do Antigo egito

Deuses e Religião do Antigo Egipto


Amon, Rá , Atom:

Atom é o deus da origem do universo, associado com a serpente e também com o sol negro.

Amon, era o deus cornudo porque associado ao carneiro, cuja a simbologia esta relacionada com o signo astrológico de capricórnio. Amon, (Aamon, Ammon, etc), era também representado por um ganso.

Ré era o deus que originou todas as coisas, deus da vida, associado ao Sol.

Amon significa «o oculto», ou «aquele que é ,(ou está), oculto».

No Egipto estas 3 divindades acabaram constituindo uma santa trindade divina, (análoga à que os cristãos muito mais tarde defenderam na sua religião monoteísta), e constituiram apenas 1 única deidade : aquele que originou todos os deuses e que era pai de todos os deuses.

Amon é Zeus para os Gregos e Júpiter para os Romanos, o Deus dos deuses, o rei de todos os deuses.

Segundo a mitologia do Antigo Egipto, no inicio haviam apenas aguas primordiais, e delas nasceu Atum. Atum masturbou-se e o seu sémen ao ser derramado pelas aguas, deu origem aos deuses e homens, assim como toda a restante criação.

Amonet:

Por uns encarada como o principio feminino de Amon, por outros como a primeira mulher de Amon.

Mut:

A segunda esposa da Amon e mãe adoptiva de Konshu.

Konshu:

Deus da lua, do tempo e do conhecimento

Maat:

Filha de Amon, esposa do seu irmão Tot, era aquela que participava nos julgamentos dos que faleciam. No Amenti, ( tribunal das almas situado nas esferas celestes), Maat era aquela que colocava uma pena num dos pratos da balança onde era decidido o destino da alma de quem se apresentava a julgamento apos a morte. No outro prato da balança, Osíris colocava o coração do falecido. Se os pratos permanecessem em equilíbrio, a alma do falecido estava salva e ele festejaria com os espíritos de morte, para depois partir para a morada dos deuses, ou reencarnar. Se o seu coração pesasse mais que a pena de Maat, esta levaria a alma do morto para os infernos onde Ammut a devoraria em agonia eterna, ate que essa alma deixasse de existir para sempre. Maat era a deusa do equilíbrio e da justiça.

Ammut:

Deusa do inferno, que devorava as almas que foram condenadas em «Amenti», ate que elas deixassem de existir para sempre.

Tot:

Filho de Amon, marido de Maat. Era o escriba dos deuses, o deus da aprendizagem e da sabedoria relacionada com o oculto, a magia, o sobrenatural.

Sechtat:

Filha de Tot e Maat, era a deusa da sabedoria na forma da ciência: astronomia, matemática, medicina, arquitectura, etc.

Madset:

Filha de Tot e Maat, era tal como a sua mãe, uma deusa associada á Justiça

Hator:

Deusa do feminino, da fertilidade, da sexualidade, do amor, da embriaguez, da prostituição, da felicidade, da prosperidade material e boas bênçãos aos humanos . Era uma das deusas mais reverenciadas na antiguidade e o seu templo um dos mais belos do antigo Egipto. O seu culto era realizado não só através de devoção espiritual, mas também através de rituais sexuais, nomeadamente atraves da prostituição sagrada. Hator era a consorte dos faraós e acreditava-se que era ela que escolhia quem ocupava esse cargo divino, pois apenas um seu escolhido e amante seria elevado á condição de faraó. Por isso, embora todo o farao possuísse esposas humanas, ele teria igualmente de ser amante desta deusa. Os sacerdotes de Hator, ao contrário do que sucedia com outros os deuses, mantiveram os conhecimentos sobre esta deusa em grande segredo, transmitindo apenas iniciáticamente de mestres para discípulos, pelo que mais saber sobre esta deusa se perdeu nos tempos.

Geb:

Filho de Chu e Tefnut, ( estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou a criação), ele casado com Nuit e é o deus da terra e da morte. Era ele que impedia os espíritos maus de partir deste mundo e as conduzia ás entranhas da terra, aprisionando-os. Este deus era também responsável pelo estímulo ao lado material da vida.

Nuit:

Também como Geb, ( do qual é irmã), esta divindade é filha de Chu e Tefnut, ( estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou a criação), e é esposa de Geb. Ela é a deusa dos céus, aquela que fica com os espíritos ,( exceptuando os espíritos maus que o seu marido Gab automaticamente aprisiona na terra), e os conduz ás esferas celestes. Ali, eles serão julgados em Amenti.

Isis:

Deusa mãe e do amor, filha de Geb e Nuit, irmã e esposa de Osíris. Quando Seth matou e esquartejou Osíris, Isis procurou pelos pedaços do corpo do seu marido e usando magia, (com a ajuda da sua irmã Neftis), ela resuscitou o corpo desse e logo fez amor com ele, assim concebendo Horus, aquele que se vingaria da atrocidade cometida contra o seu pai.

Osíris:

Filho de Geb e Nuit, irmão e marido de Isis, era o deus que procedia ao julgamento das almas dos que morreram, juntamente com Maat. A Osíris foi concedido o poder de governar sobre o mundo terreno. Seth, seu irmão, ficou ciumento e invejoso porque apenas lhe tinha sido concedido poder sobre os desertos, enquanto que o seu irmão governava sobre toda a restante terra. Osíris é por isso vítima de Seth que lhe dirige um golpe para o destronar; durante um banquete oferecido pelo seu irmão Seth, Osíris é atacado por 72 demónios ao serviço de Seth e acaba esquartejado em 16 pedaços. A sua esposa Isis, (com a ajuda da sua irmã Neftis), procurou e reuniu todos os pedaços, reconstituindo-lhe o corpo através da magia e fazendo amor com ele, gerando assim Horus, o seu filho que o haveria de vingar contra Seth. Conjuntamente com Isis, é igualmente um deus de fertilidade e prosperidade.

Seth:

Filho de Geb e Nuit, irmão e esposo de Neftis. Seth era o espírito do mal, sendo que apenas lhe foi concedido o poder de governar os desertos. Seth era o deus das tempestades, da violência, do ciúme, da inveja, da sodomia, da impureza, etc. Seth habitava no deserto e era rei de demónios. Seth invejou o reino do seu irmão Osíris e jurou usurpar-lhe o trono. Assim, Seth matou o seu irmão, esquartejando-lhe o corpo e fazendo para sempre escravo da morte. Seth ocupou o trono do seu irmão, ate que Horus realizou a sua vingança, expulsando Seth deste mundo, exilando-o novamente nos desertos e nas tempestades.

Neftis:

Filha de Geb e Nuit, era irmã e esposa de Seth. Era a rainha dos desertos e deusa da morte. Não gostava verdadeiramente do seu marido Seth, e chegou mesma a metamorfosear-se na figura de Isis, ( sua irmã), assim enganando Osíris e copulando com ele, sendo que dessa relação nasceu Anubis, deus dos embalsamamentos e dos funerais. Neftis significa «senhora da casa» ou «senhora do castelo», ou «senhora do palácio», e ela era na verdade a rainha dos desertos, ou seja, da casa onde habitava o espírito do mal: Seth. Neftis era por isso deusa dos desertos e de todas as suas criaturas, assim como da noite, das trevas e da morte, ao mesmo tempo que era representada como uma belíssima mulher, uma sedutora irresistível e por vezes lasciva, que podia assumir a forma que bem quisesse para copular com quem bem desejasse, tal como fez com Osíris.

Anubis:

Filho de Neftis e Osíris, é o deus dos funerais. È também o deus guardião dos cemitérios, e a entidade que conduz as almas dos mortos ao tribunal denominado «Amenti», onde as almas dos falecidos serão julgadas por Osíris e Maat.

Horus:

Filho de Isis e Osíris, é um deus da vida e da morte, pois foi gerado pela sua mãe que é deusa da vida, e pelo seu pai um deus da fertilidade aprisionado pela morte. Horus foi ocultado de Seth ate estar preparado para vingar a traição de que o seu pai Osíris foi vitima ás mãos de Seth, que o esquartejou durante um banquete que lhe havia oferecido através de 72 demónios e assim o tornou escravo da morte para lhe usurpar o torno. Osíris combateu Seth, lutando pelo trono do seu pai. Terá perdido a luta, sendo que foi sodomizado por Seth que assim pretendeu selar e provar a sua superioridade e a sua vitória sobre Horus. Seth depositou o seu sémen dentro de Horus, para depois o apresentar em tribunal aos outros deuses e confirmar diante dos olhos de todos eles a sua indisputável vitória, confirmando que Horus se tinha transformado num seu servo por via da submissão. Contudo, Isis usou magia para fazer o sémen desaparecer do corpo de Horus e aparecer no corpo de Seth. Seth sofreu assim um rude golpe e grande humilhação, sendo que o tribunal deliberou a sua derrota e o condenou ao exílio nos desertos de onde ele tinha vindo. Horus recuperou o trono do seu pai Osíris, e vingou-se de Seth, castrando-o para depois o expulsar deste mundo. A religião da antiguidade Egípcia acreditava por isso que foi através de Horus que Seth, ( o mal), foi expulso deste mundo e habita apenas nos seus domínios do maligno.


Genealogia dos Deuses Egípcios fundamentais:


mitologia egicia deuses egipto

Imagem de deuses antigo Egito

www.google.com.br/search?q=deuses+egipcios&tbm=isch&tbo=u&

Alguns deuses do Egito Antigo

Períodos do Antigo Egito

https://sites.google.com/site/valeepico/egito-a/dinastias-do-antigo-egito

Dinastias do Antigo Egito

O Antigo Império - 3200 a 2000 a.C. 

Antes da unificação do império,a civilização egípcia manifestava-se em dois reinos independentes que correspondem ao período pré-dinástico.Menés unificou o Alto e o Baixo Egito e fundou Mênfis,a sua capital.Intermediário entre os deuses e os homens,ele ostentava a coroa branca do Alto Egito (hedjet) e a coroa vermelha do Baixo Egito (deshret).Com o crescimento do Egito,a administração centralizada colocou-se a serviço do divino faraó.Djoser fundou a III dinastia (por volta de 2700 a.C.).Para ele,o arquiteto Imhotep construi a pirâmide em degraus de Sacará,primeira tumba real de forma cônica.Após Snefru,a IV dinastia é marcada pelos reinados dos faraós construtores das três pirâmides de Gizé:Quéops,Quéfren e Miquerinos.Com a V dinastia(cerca de 2480-2330 a.C.),começou o culto solar que não rejeitava os outros deuses.O faraó tornava-se o "filho de Rá".Pepi I(VI dinastia) reinou durante mais de 50 anos e foi também um grande construtor (Bubastis,Abydos,Dendérah).


O Médio Império - 2000 a 1580 a.C.

Com o fim da VI dinastia,seguiu-se uma invasão asiática.Ao fim da VII dinastia menfita,começou um período conturbado por fome,violência e desordem,concluído com as dinastias paralelas IX e X:os monarcas de Heracléopolis opostos aos monarcas tebanos.Os soberanos Amenemés e Sesostris(XIII dinastia,por volta de 1900-1790 a.C.)conduzem o Império ao apogeu,sob a égide do deus Amon.A expansão comercial abre-se para o Mar Vermelho,o Mar Egeu,a Fenícia a Núbia e o Delta.As XV e XVI dinastias sofreram com a chegada dos hicsos que saqueiam Mênfis.Vindos da Ásia,em ondas sucessivos,os semitas amorreus e cananeus dominaram o país.Trouxeram as armas de ferro,o cavalo e o carro de combate,até então desconhecidos.A partir de Tebas,os monarcas reconquistaram o país (XVII dinastia)até que Ahmose inaugurou o Novo Império.

O Novo Império - 1580 a 1085 a.C.

Em torno de 1560 -1526 a.C.,Ahmose cercou-se de uma administração hierarquizada dirigida por um vizir.Sob Thutmose III(em torno de1490-1436 a.C.) e Hatshepsut(1490-1468 a.C.),o Egito tornou-se uma potência militar.Principais construções foram o templo funerário de Deir el-Bahari,os templos de Luxor e Karnak e o templo funerário de Amenófis III(em torno de 1402-1364 a.C.).Amenófis IV(em torno de 1364-1347a.C.)impôs uma religião,quase monoteísta dedicada ao culto do disco solar Aton.Esse faraó mudou o seu nome para Akhenaten.O sucessor Tutancâmon(em torno de 1347-1338 a.C.)restaurou o culto a Amon.Ramsés II (em torno de 1290-1224 a.C.),faraó da XIX dinastia,venceu o rei hitita Mouwatalli na batalha de Kadesh.Foi a época das grandes construções:o hipostilo de Karnak,o templo de Abu-Simbel e o templo de Medinet Habu.


A longa queda até os macedônios - 1085 a 330 a.C.

O país passou a ter soberanos fracos e dinastias locais independentes.As crises levam à dinastia "etíope" dita kushita(XXV dinastia,de 715 a 664 a.C.)fundada por um rei núbio .Após o recuo dos etíopes para o sul,a XXVI dinastia ou período saíta (664-525 a.C.)é marcada por Psammetik I (664-610 a.C.)que,afastando os assírios,restabelece a estabilidade do país.A XXVII dinastia persa(525-404 a.C.)começa com a conquista do Egito por Cambises.Os egípcios fomentam rebeliões e reconquistam a independência com a morte de Dario II em 405 a.C.Nectânabe,último rei nativo,enriquece o país com numerosos santuários.Em uma nova invasão,os persas vencem a batalha de Pelusa e tomam Mênfis.Foi a queda do último faraó egípcio.O segundo domínio persa (334-332 a.C.),de Artaxerxes III até Dario III,foi difícil para os egípcios.Assim,Alexandre da Macedônia,ao derrotar dario,parece-lhes um libertador.Reconhecido como filho de deus e faraó,Alexandre fundou Alexandria na embocadura do rio Nilo(333 a.C.).

A era dos Ptolomeus - 330 a 30 a.C.

O império de Alexandre,o Grande,ficou com seus generais,os diádocos.A província(satrápia) do Egito coube a Ptolomeu I (305-282 a. C.),construtor do farol e da biblioteca de Alexandria..A partir de Ptolomeu IV,o trono foi por vezes ocupado por dois reis irmãos,como Ptolomeu Evergeta e Ptolomeu Philometor,em 170 a.C.Filha de Ptolomeu XII,Cleópatra (51-30 a.C.)buscou apoio em Júlio César e Marco Antônio.Após a derrota de Antônio por Otávio em Actium,o Egito tornou-se uma provícia romana.

Sobre os Australopithecus e o Homo Habiles

 Fonte : http://www.infoescola.com/historia/australopitecus/

Os australopitecos  formavam um grande grupo de animais parecidos com os chimpanzés. Mas, ao contrário deles, já não andavam sobre quatro patas. Eram meio humanos, embora apresentassem um cérebro pequeno demais. Também tinham os dentes e o maxilar diferentes, bem maiores e mais pesados que os humanos. Já se conhecem  oito espécies de australopitecus, que viveram entre 4 milhões e 1,5 milhão de anos atrás: além do africanus e do garhi, foram identificados os Australopithecus anamensis (anam significa lago na língua local), encontrado no norte do Quênia em 1974, Australopithecus afarensis, encontrados no Quênia, Etiópia e Tanzânia, Australopithecus aethiopicus, encontrado em 1985 próximo ao Lago Turkana, norte da Tanzânia, Australopithecus boisei, encontrado no Desfiladeiro de Olduvai, na Tanzânia em 1959, Australopithecus robustus, encontrado 1938 na África do Sul e Australopithecus bahrelghazalli, encontrado em 1993 ao sul da Líbia.
A teoria por enquanto mais aceita indica como provável ancestral humano o afarensis, surgido há cerca de 4 milhões de anos e extinto uns 2,5 milhões de anos atrás. Além dessa hipótese, existem outras. Os descobridores do garhi acreditam que o afarensis esteja na raiz da humanidade, porém não diretamente. Um pouco antes de se extinguir, ele teria dado origem ao garhi– este, sim, ancestral direto dos homens. O Arqueólogo sul-africano Ronald Clarke pensa que o afarensis não tem ligação com os seres humanos – ele seria apenas um ramo que não vingou na árvore da evolução. A humanidade teria nascido do africanus. Também é incerto o que transcorreu depois dos australopitecos, pois a paleoantropologia não afirma que eles tenham originado diretamente o Homo sapiens. Antes disso teriam existido seis espécies primitivas de homem, de crânio um pouco menor: Homo rudolfensis, Homo habilis, Homo erectus, Homo ergaster, Homo heidelbergensis e Homo neanderthalensis (o homem de Neandertal). Até a década passada, era quase tido como verdadeiro que o habilis evoluíra dos australopitecos há uns 2,5 milhões de anos, produzindo em seguida o ramo do erectus. E este, um pouco antes de se extinguir, por volta de 500 mil anos atrás, gerou duas novas espécies, o sapiens e o homem de Neandertal.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mulher ateniense

mulher espartana


Ser mulher de Atenas ou de Esparta?

A educação das mulheres

As mulheres recebiam educação quase igual à dos homens, participando dos torneios e atividades desportivas. O objetivo era dotá-las de um corpo forte e saudável para gerar filhos sadios e vigorosos. Consistia na prática do exercício físico ao ar livre, com a música e a dança relegadas para um segundo plano (ao contrário do que tinha sucedido na Época Arcaica). Assim como os homens, também iam aos quartéis quando completavam sete anos de idade para serem educadas e treinadas para a guerra mas dormiam em casa, onde recebiam da mãe aulas de educação sexual. Assim que atingiam a chamada menarca (primeira menstruação) começavam a receber aulas práticas de sexo para gerarem bons cidadãos para o estado, aulas onde se usavam escravos, com coito interrompido para não engravidarem de hilotas (servos) e recebiam também uma educação mais avançada que a dos homens já que seriam elas que trabalhariam e cuidariam da casa enquanto seus maridos estivessem servindo ao exército.

Assim que atingiam a maturidade (entre dezenove e vinte anos) elas pediam autorização ao estado para casarem, passando por um teste para comprovar sua fertilidade: engravidavam de um escravo que era só para a reprodução, sendo muito bem tratado, alimentado e morto aos 30 anos, pois era considerado velho. O filho que ela tinha com esse escravo era morto e a mulher conseguia sua autorização para casar. Elas eram mandadas aos quartéis para, assim como os homens, servir ao exército espartano.

A mulher espartana podia ter qualquer homem que quisesse, mesmo sendo casada, já que seus maridos ficavam até os 60 anos de idade servindo ao exército nos quartéis. Podia também requisitar o seu marido ao general do quartel, mas o mesmo não poderia ser feito pelos homens.

Ter muitos filhos era sinal de vitalidade e força em Esparta. Assim, quanto mais filhos a mulher tivesse mais atraente ela seria, podendo engravidar de qualquer esparciata, mas o filho desta seria considerado filho do seu marido.
u prefiro a vida da Ateniense...

Porque a Pré História não pertence aos períodos da História?

 

 Fonte: http://professor-josimar.blogspot.com.br/2010/01/historia-da-pre-historia.html

A História da Pré-História







INTRODUÇÃO

A Pré-História compreende o período da História humana em que a escrita ainda não havia sido inventada (este fato ocorreu apenas por volta de 4000 a.C.). Sendo assim, a Pré-História é o maior período histórico da humanidade, abrangendo praticamente 95% do tempo total, tendo se iniciado há cerca de 4,5 milhões de anos com os primeiros hominídeos.
Para muitos Historiadores a denominação "Pré-História" é incorreta, pois não existe uma anterioridade à História, e sim à escrita, além do mais, tudo o que existe faz e tem uma história, independentemente dela ser registrada ou não. “A história [...] faz-se, sem dúvida, com documentos escritos. Quando os há. Mas pode fazer-se, deve fazer-se, sem documentos escritos, se estes não existirem” (Febvre, Lucien. Apud Carmo, Sônia Irene do. 1994. p. 13).
Relevando ainda que a escrita só teve ampla expansão no período das grandes navegações, e tomando o caso do Brasil como exemplo, pode-se dizer que o período Pré-Histórico aqui se estendeu até o início da Idade Moderna, pois foi com a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500 que os povos que já habitavam esta terra passaram a ser alfabetizados. Isto não quer dizer que antes deste fato eles não possuíam uma História.
Sendo que não há documentos pré-históricos escritos relatando a evolução humana, tudo o que sabemos dos Homens que viveram neste tempo é resultado de pesquisas de antropólogos, historiadores e de outros cientistas e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura e o modo de vida do homem. Este conhecimento resulta da análise de restos humanos e utensílios preservados para determinar o que acontecia, dentre outros subsídios. Pelos critérios da Arqueologia, a Pré-História é dividida em três períodos: o Paleolítico ou Período da Pedra Lascada, o Neolítico ou Período da Pedra Polida e a Idade dos Metais.

PERÍODO PALEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA LASCADA
Paleolítico é um termo criado no século XIX para definir o período mais antigo e mais longo da História da Humanidade. Apesar de os primeiros hominídeos terem aparecido há 4,5 milhões de anos, foi somente por volta de 2,5 milhões de anos atrás que surgiu a espécie conhecida como Homo habilis, que foi provavelmente o primeiro hominídeo que fabricou ferramentas e artefatos líticos e que caracterizou este período pré-histórico.
Portanto, o Paleolítico teve início cerca de 4,5 milhões de anos atrás e se estendeu até a época em que a agricultura e a pecuária transformaram-se nas atividades principais do homem, ao fim da última época glacial, há cerca de 10 000 anos.
Durante o Paleolítico, o Homem vivia da exploração dos recursos silvestres. As atividades de subsistência resumiam-se à pesca, à caça e à coleta de vegetais. A unidade social básica devia ser o bando, isto é, um agrupamento pequeno (25 pessoas em média) formado pela união voluntária de famílias onde não havia classes sociais e a única forma de autoridade pertencia aos parentes mais velhos e todos os membros do grupo tinham os mesmos direitos e deveres. A chefia do grupo era somente temporária e cessava assim que terminasse a tarefa à qual se destinava.
Estes grupos eram nômades, ou seja, deslocavam-se regularmente em busca de alimentos quando estes se tornavam escassos no território em que ocupavam. Isto porque ainda não haviam desenvolvido a agricultura e nem a criação de animais. Porém, procuravam viver sempre em cavernas ou choupanas próximas aos vales férteis e em locais onde a caça fosse abundante.
O fogo representa uma descoberta muito importante deste período. Segundo os historiadores, teria ocorrido há mais ou menos 500 000 anos, nas terras vulcânicas dos vales da África oriental. Passaram a utilizá-lo para aquecer-se do frio, iluminar a noite, defender-se dos animais, cozinhar os alimentos e, bem mais tarde, para cozer a argila e fundir os metais. A relação da espécie humana com seu ambiente natural foi transformada a partir da descoberta do fogo.

PERÍODO NEOLÍTICO OU IDADE DA PEDRA POLIDA
Entre o final do Paleolítico e o início do Neolítico, houve um período de transição: o período Mesolítico. A passagem do Mesolítico para o Neolítico deu-se entre 15 e 10 000 a.C. Nesta fase, a Terra começava a adquirir suas características atuais, com o fim da última era glacial.
O Homem foi abandonando a vida de caçador e coletor e começou a cultivar cereais e a domesticar animais. As primeiras formas de agricultura se deram pelo cultivo de tubérculos, frutas e hortaliças. A domesticação de animais parece ser resultado do hábito de os caçadores trazerem filhotes de animais selvagens para seus filhos. O pastoreio talvez tenha surgido da domesticação de animais por lavradores, que deles se valiam para alimentação (leite e carne), vestuário (peles) e como força de tração (para puxar objetos pesados ou arar a terra). O desenvolvimento das forças produtivas no Neolítico libertou o Homem da absoluta dependência da natureza. Com a expansão da agricultura, saiu em busca de terras férteis, disseminando a Revolução Neolítica. Possivelmente desenvolveu-se técnicas de observação dos astros para se localizarem no tempo. Segundo pesquisas arqueológicas, as primeiras manifestações de transformação do Paleolítico para o Neolítico deram-se no Oriente Médio, onde atualmente se situam Israel (Palestina), Síria, Líbano, Iraque (antiga Mesopotâmia) e Irã.
No período Neolítico, a terra, os rebanhos e os instrumentos de trabalho eram de propriedade de toda a comunidade.
Não havia distinção social entre os membros do grupo: todos trabalhavam e o produto era consumido igualmente por todos. Havia somente uma divisão sexual do trabalho: as mulheres teciam, cuidavam das plantações e faziam cestos, enquanto os homens cuidavam dos animais e construíam casas e paliçadas. A necessidade de se defender levou à formação de grupos sociais mais complexos: as tribos.
Uma das grandes invenções do período Neolítico foi a cerâmica, que melhorou a qualidade da alimentação do homem primitivo: com os potes de cerâmica, era possível armazenar alimentos, ou cozinhá-los misturados, aproveitando melhor suas qualidades. Também teve início a construção de casas de barro, junco ou madeira. Os instrumentos eram ainda feitos de pedra ou osso, mas recebiam um acabamento: eram polidos na areia, até adquirir formas mais úteis e harmoniosas. “Era feita a escolha de uma rocha a ser trabalhada, pois nem todas as rochas se prestam ao lascamento [...] os arenitos desintegram-se facilmente e alguns basaltos produzem acidentes de lascamento indesejáveis” (PALESTRINI, Luciana. 1980. p. 29.).
O Homem do Neolítico cultuava deusas da fecundidade, relacionando-as à semeadura e à colheita. Os próprios elementos da natureza eram considerados divindades. Cultuava os mortos, como indicam descobertas arqueológicas de vasilhas e vestimentas encontradas em tumbas, além de materiais que, possivelmente, pertenciam ao morto. “Os mortos eram cuidadosamente enterrados em túmulos construídos ou escavados, agrupados em cemitérios próximos da aldeia ou abertos próximos das casas individuais. Normalmente os mortos são abastecidos de utensílios ou armas, vasos para bebida e comida [...]” (CHILDE, Gordon. 1978. p. 108.).
No final do Neolítico (5000-4000 a.C.). o homem abandonou os instrumentos de osso e pedra e passou a utilizar metais moles, como o cobre, que podiam ser trabalhados a frio. Começou a Idade dos Metais. Quase simultaneamente, no Egito, surgiram os primeiros registros escritos. Estava nascendo a civilização.

IDADE DOS METAIS E O INÍCIO DOS NOVOS TEMPOS

Por volta de 5000 a 4000 a. C., o Homem adquiriu os seus primeiros conhecimentos sobre a técnica de fundir, ou derreter, metais. O primeiro metal utilizado foi o cobre. De início era martelado a frio, depois fundido no fogo e moldado em fôrmas de barro ou de pedra. Sendo um metal mole, não substituiu totalmente a pedra. Mais tarde (2000 a. C.), o homem descobriu a liga do cobre com o estanho, obtendo o bronze, que é um metal mais duro. Por causa disso, o bronze foi muito utilizado na fabricação de lanças, espadas, capacetes, ferramentas e objetos de adorno. Neste período desenvolveu-se a escrita, sendo que a sua invenção é atribuída pelos arqueólogos aos sumérios (4000 a 1900 a. C.), conhecida como escrita cuneiforme.
Por volta de 4000 anos atrás, iniciou-se também a produção de artefatos de ferro, com resistência ainda maior que os de bronze. A fabricação do ferro tornou possível a produção de armas mais poderosas, que passaram a ser empregadas nas guerras pela conquista de territórios férteis e de riquezas dos povos vizinhos.
Neste período foi inventada a roda e os canais de irrigação e também o arado. Isto fez com que houvesse um aumento na produção agrícola, o que provocou a sobra de produtos. Foi então que estas sobras passaram a ser trocadas com outros grupos, dando origem ao comércio. Mais tarde, animais e metais foram utilizados como moeda.
A população foi aumentando e novas profissões foram necessariamente sendo criadas. Passou a existir classes sociais, propriedades privadas, domínio de alguns sobre os demais. Para evitar prováveis conflitos sociais e para manter a ordem econômica, surgiu uma nova instituição, que marcou a passagem da Pré-História para a civilização: o Estado.

REFERÊNCIASCHILDE, Gordon. A evolução cultural do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
FEBVRE, Lucien. Apud Carmo, Sônia Irene do. História Passado Presente 2ª. ed. São Paulo: Atual Editora, 1994.
PALESTRINI, Luciana. Arqueologia pré-histórica brasileira. São Paulo: USP, 1980.


Esse estudo nos revelou que não existe muito conhecimento sobre a Pré-História. O pouco que se sabe desta longa e rica fase histórica da Humanidade é apenas fundamentado em hipóteses e de algumas convicções, muitas vezes temporárias, até que outras seguintes sejam descobertas. Isto ocorre porque os povos primitivos não haviam desenvolvido a escrita, justamente por isso esta época assim é denominada. Apesar disso, foi uma fase em que houve uma grande revolução histórica do mundo de forma geral, o que contraria o termo “Pré-História”, pois a História já estava sendo feita, apesar de não estar sendo escrita. Tanto é que o que aprendemos sobre a Pré-História é resultado de estudos de fósseis e de outros vestígios, como utensílios e pinturas em cavernas.
No entanto, estudar este período é importante para que saibamos como surgiram determinadas atividades, costumes, culturas, usos e valores perpetuados até hoje: domesticar e criar animais é uma atividade que se desenvolveu primitivamente, assim como cultivar plantas e vegetais, dividir o trabalho para melhorar o rendimento, respeitar autoridades ou lutar por posses, além de terem desenvolvido a linguagem para se comunicar, a pintura para se expressarem; o fogo e a roda que são grandiosas heranças, o convívio social que é o que nos torna Humanos, enfim, estas certamente são grandes contribuições deixadas por nossos ancestrais.
Porém, a maior de todas as colaborações, talvez a maior lição que os povos primitivos deixaram para suas gerações seguintes, seja a importância de registrar fatos, pois cada momento é único, nós somos únicos, e nós, querendo ou não, cientes ou não disto, a cada instante construímos uma história. A história de cada indivíduo somada a de outros indivíduos torna-se a História da Humanidade. Tudo o que fazemos é história e torna-se História, o tempo não pode apagar, apenas construir.
Professor Josimar Tais
INDICAÇÃO DE FILMES:
A GUERRA DO FOGO (100' --1981)

domingo, 20 de abril de 2014

Origem do ovo de chocolate na Páscoa

Fonte: http://www.brasilescola.com/pascoa/a-origem-ovo-pascoa.htm

"Para responder a essa pergunta, precisamos voltar no tempo em que o próprio cristianismo estava longe de se tornar uma religião. Em várias antigas culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.

Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostera, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.

No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!) ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.

Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Depois disso, a energia desse calórico extrato retirado da semente do cacau também reforçou o ideal de renovação sistematicamente difundido nessa época."


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
 

sábado, 5 de abril de 2014