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Saiba mais sobre Nero, o imperador celebridade
O psicopata gostava de se exibir para a plebe, representar e disputar corridas equestres - e isso o tornou popular
Texto Eduardo Szklarz | 18/12/2012 15h29
Cruel, insano, depravado? É pouco. Nero era um monstro. Foi para
a cama com a mãe e mandou matá-la. Envenenou o meio-irmão, degolou a
primeira esposa e chutou a segunda, grávida, até ela morrer. O imperador
romano também castrou um liberto, vestiu-o de mulher e se casou com ele
numa festa de arromba. Mas o problema mesmo era que adorava cantar e
atuar em público, algo imperdoável para quem tinha o título de princeps
("o primeiro no Senado").
Nero incendiou Roma e ficou tocando
lira enquanto a cidade ardia em chamas. Condenou os cristãos pela
tragédia, fazendo deles tochas humanas e jogando-os a cães ferozes. Não
poupou nem são Pedro do martírio. E, enquanto o povo se lamentava sobre
as ruínas, ele ergueu um palácio banhado de ouro. Em apenas 14 anos de
governo (entre 54 e 68), Nero perdeu o apoio do Senado, dos magistrados,
da terceira mulher e até de seu preceptor, o filósofo Sêneca. Aos 30
anos, ante um golpe de estado iminente, deu cabo da própria vida com uma
punhalada no pescoço. Suas as últimas palavras: Qualis artifex pereo!
("Que artista morre comigo!").

Isso
é o que dizem Suetônio, Tácito e Cássio Dio, as principais fontes sobre
Nero. Detalhe: todos eles representavam os interesses do Senado,
ressentido pela concentração de poder feita pelo imperador e de sua
aproximação com a plebe. E nenhum deles foi testemunha ocular dos
episódios citados. Tácito tinha 12 anos quando Nero morreu, Suetônio nem
havia nascido e Cássio Dio só escreveu no século 3. O que lemos,
portanto, é uma imagem um tanto pejorativa de Nero, que foi exacerbada
nos séculos seguintes por autores cristãos, como Tertuliano e santo
Agostinho. Para eles, Nero era o Anticristo. E ele era mesmo mau.
Ele
foi capaz de crueldades inimagináveis e provavelmente eliminou boa
parte de sua família - o que, aliás, era uma praxe na dinastia
júlio-claudiana. Mas não era o louco que nos pintaram, e sim um
imperador-artista que teatralizou a própria vida para atrair a atenção
do público. Até virar uma celebridade para os padrões da época e
conquistar a simpatia da plebe. Tanto que, após seu suicídio, surgiram
rumores de que não havia morrido - tal como um Elvis Presley dos tempos
antigos.
Nesta reportagem, tentamos entender o contexto em que Nero viveu e governou para chegar perto de saber quem ele foi.
1º ato - Jogos de família
Nero
tinha o DNA dos Césares. Sua mãe, Agripina, era bisneta de Augusto, o
primeiro imperador romano - por sua vez, sobrinho-neto do lendário Júlio
César. Mas o garoto parecia destinado ao anonimato. Em 39, quando tinha
2 anos, perdeu o pai e sua mãe foi enviada ao exílio por desavenças com
o irmão, o imperador Calígula. Nero foi criado pela tia, Domitia
Lépida, sem perspectivas de chegar ao trono.
Em 41, contudo,
houve uma reviravolta. Calígula foi assassinado, e seu tio Claudio,
feito imperador, permitiu o retorno de Agripina do exílio. Agripina
sabia que, sendo mulher, não poderia exercer o poder supremo em Roma.
Mas seu filho, sim. E ela decidiu usá-lo para realizar suas ambições. Em
49, Agripina se casou com Claudio e o convenceu a adotar Nero. O menino
abandonou o nome de nascença, Lúcio Domicio Ahenobarbo, e assumiu a
identidade de Nero Claudio César Augusto Germânico. "A mudança de nome
foi importante porque aproximou Nero da célula de poder", diz a
historiadora Luciane Munhoz de Omena, da Universidade Federal de Goiás.
Em
53, a mãe induziu Nero a se casar com Otávia, filha de Claudio. O
xeque-mate veio no ano seguinte. Agripina envenenou o marido com medo de
que ele privilegiasse o filho Britânico, de 14 anos, na sucessão ao
trono. "Com uma droga rápida e drástica, temia ela, o crime seria
óbvio", escreve Tácito em sua obra Anais. Por isso, Agripina teria
optado por intoxicar Claudio com cogumelos.
Como em várias
passagens desta história, nunca saberemos como Claudio morreu. Mas o
fato é que Nero se tornou o homem mais poderoso do mundo aos 16 anos.
"Nero não estava pronto para governar sozinho, uma tarefa que tinha
frustrado e sobrecarregado líderes muito mais preparados do que ele",
diz o historiador David Shotter, da Universidade de Lancaster, no livro
Nero (inédito no Brasil). "Sua insegurança o levaria a cometer atos
violentos. Ele não foi malvado como no mito popular, e sim o produto da
história traiçoeira e sanguinária da dinastia júlio-claudiana."
No
início do reinado, Nero compartilhou o poder com Agripina. Imagens de
mãe e filho foram impressas no denário, a moeda da época. Em outra
moeda, o áureo, Nero e Agripina figuravam frente a frente, olhos nos
olhos... Será que compartilhavam também a cama, como diziam as más
línguas? Seja como for, a relação dos dois degringolou em 55, quando
Nero se apaixonou pela ex-escrava Acte.
"Enfurecida, Agripina
começou a espalhar que Britânico já tinha idade suficiente para ocupar o
trono", diz o historiador Edward Champlin, da Universidade de
Princeton. Mas desta vez o plano de Agripina deu errado. Britânico caiu
duro após sorver algumas talagadas de vinho. Poderia ter sido um surto
epiléptico, mas Suetônio discorda. Em A Vida dos Doze Césares, o
biógrafo acusa Nero de matar Britânico para garantir que o irmão de
criação nunca reivindicasse o trono.
É bem provável que isso seja
verdade, a julgar pelas atitudes de Nero a partir de então. Ele afastou
a mãe do palácio e governou com a ajuda do filósofo Sêneca e de Afrânio
Burro, capitão da Guarda Pretoriana - sua brigada de escolta. Aos 18
anos, já tinha uma forma peculiar de ganhar popularidade. Organizava
banquetes públicos e comia com a plebe. Visitava bordéis e alentava
brigas de rua. Causava horror em alguns, mas admiração da maioria.
2º ato - Da república ao principado
Em
58, aos 20 anos, Nero conheceu o grande amor de sua vida: Popeia
Sabina, casada com um amigo seu. A bela jovem o teria convencido a se
livrar de Agripina, numa operação digna de James Bond (veja ao lado). O
matricídio chocou o Senado.
Para entender a difícil relação entre
Nero e os senadores, é preciso lembrar que o equilíbrio entre os
poderes vinha cambaleando desde meados da República (509-27 a.C.),
quando Roma empreendeu uma forte expansão territorial, que se estendeu
pela costa do mar Mediterrâneo. O crescimento do império abasteceu Roma
de dinheiro e escravos, mas exigia um exército organizado. "Políticos
passaram a comandar os batalhões. E viram que tinham força militar para
alcançar seus objetivos", diz Shotter. "Sempre havia o perigo de uma
guerra civil." A solução foi escolher um governante forte e virtuoso.
Não um rei, mas alguém com poder suficiente para evitar conflitos.
Foi
assim que Augusto se tornou o primeiro imperador. Em 27 a.C., o
tataravô de Nero recebeu o título de princeps ("o primeiro no Senado"),
jurando manter a separação de poderes da República. Na prática, fez o
oposto: promulgou leis, organizou as províncias imperiais e controlou as
finanças, a religião e a Justiça. Essas práticas continuaram nos
reinados de Tibério, Calígula, Claudio e - claro - Nero.
Esse
clima de disputa influenciou as obras de Suetônio, Tácito e Cássio Dio.
"Não dá para dizer que Nero sempre foi tido como louco e maldito. Ele
vai ser considerado assim dependendo do grau de conflito que estabelece
com os senadores", diz a historiadora Luciane Munhoz de Omena, da
Universidade Federal de Goiás. Segundo ela, o caso de Nero teve um
agravante: ele foi um princeps que se aproximou da plebe e, com isso, se
afastou dos interesses das magistraturas militares e civis. Agora
pode-se entender como a morte de Agripina acirrou os ânimos. Senadores
olhavam com desdém para Nero, "o sujeito que matou a própria mãe". O que
ninguém esperava é que o crime despertaria a criatividade do imperador.
E aqui começa a virada que o transformou numa espécie de autoridade
performática. Ele começou a cantar em público e participar de corridas
de quadriga - os carros puxados por 4 cavalos. Em 60, estabeleceu em
Roma torneios quinquenais à moda das olimpíadas gregas: os Jogos
Neronianos. Ele competia nas provas de música e corrida equestre.
Atuar
em público não era digno dos nobres, mas Nero não foi o primeiro a
fazer isso. Desde Júlio César, até senadores haviam sucumbido ao desejo
de se mostrar nas arenas ao lado de bailarinos, gladiadores e cocheiros.
Mas nenhum deles chegou perto do grau de exibicionismo e narcisismo de
Nero.
3º ato - O fogo
Nero se identificava com Apolo. O
deus grego que tocava lira. Em 18 de julho de 64, boa parte de Roma foi
reduzida a cinzas. Apenas 4 dos 14 distritos da cidade escaparam do
incêndio, que começou no Circo Máximo e durou 6 dias. O fogo se espalhou
graças às ruas estreitas, onde 1 milhão de habitantes se espremiam.
Eram 66 mil pessoas por quilômetro quadrado, o dobro da densidade de
Mumbai - a cidade mais apinhada de hoje. Suetônio diz que Nero tocou
lira enquanto Roma ardia. Ok, a acusação é falsa. "Nero não estava lá
durante o incêndio", diz o arqueólogo Darius Arya, diretor do Instituto
Americano para a Cultura Romana, em Roma. O imperador inclusive bolou um
plano de urbanização ao reconstruir a cidade, com ruas mais largas e
prédios mais baixos. Mas nada disso reduziu as suspeitas de que ele
havia causado o incêndio. Fazia sentido. O fogo permitiu que Nero
construísse o Domus Aurea, um palácio banhado de ouro, com 300
aposentos, no coração de Roma. Para desviar os rumores de que a causa do
incêndio seria a especulação imobiliária, Nero culpou a incipiente
comunidade cristã pela tragédia, aproveitando a antipatia que ela gerava
na população.
Os cristãos sofreram as 3 formas de execução
habituais em Roma: crucificação, fogueira e exposição a feras. Tudo
dentro da tradição de transformar castigos em espetáculos de massa. O
imperador não deixou de conferir seu tom teatral: ao apresentar os
cristãos como bestas que os cães deveriam destroçar, fez uma ponte com o
mito grego de Acteon - transformado em cervo e despedaçado por cães de
caça. Mais: enquanto os cristãos queimavam como tochas humanas, Nero
saiu pelas ruas vestido de cocheiro, uma alusão ao deus Hélio (o Sol).
"Não era preciso muita imaginação para concluir que Nero queria
representar uma nova aurora a Roma depois dos dias de escuridão", diz
Edward Champlin.
4º ato - Vida de superstar
O ano de 64
marcou a fase dourada de Nero. Depois do incêndio de Roma, começou a
cantar, organizar espetáculos circenses e declamar poemas. Em sua
trajetória, nunca escondeu do público sua vida privada. Nem mesmo o
arrebato de fúria contra a amada Sabina: Nero a teria matado, grávida, a
pontapés. O terceiro casamento também durou pouco. Nero disse "sim"
para Estatilia Messalina em 66, mas largou-a quando conheceu o jovem
Esporo, que se parecia com Sabina. Assim relata Dion de Prusa,
contemporâneo dos fatos: o imperador castrou Esporo, vestiu-o de mulher,
fez dele sua esposa e lhe deu o nome de Popeia Sabina. Em 66, Nero
viajou à Grécia para participar das Olimpíadas. Ele forçou a inclusão de
provas de canto e atuação. E competiu também como poeta e condutor de
quadrigas. Ganhou todos os concursos.
"Nas tragédias, às vezes
Nero usava máscara com traços da personagem e outras com seu próprio
retrato. No caso de papéis femininos, reproduzia o rosto da defunta
Sabina", diz Champlin. Seus papéis favoritos eram Édipo (que havia
matado o pai para se casar com a mãe) e Orestes (que matara a mãe para
vingar a morte do pai), histórias que mesclam incesto e matricídio. "Foi
Nero, e não seus inimigos, que decidiu tornar mitológico o assassinato
de sua mãe", diz Champlin.
O arqueólogo Darius Arya concorda:
"Roma era um microcosmo se comparada aos 60 milhões de pessoas que
viviam em todo o império. E elas gostavam de saber dos feitos de Nero,
como hoje gostamos de saber sobre as celebridades." Ok, Nero era bem
popular. Mas fez uma boa administração? Uma de suas ações foi colocar
menos prata no denário para aumentar a base monetária e o poder de
consumo da plebe. Foi bom, mas ajudou a alimentar uma inflação que
estourou séculos depois (a economia funcionava em ritmo bem mais lento
na Antiguidade).
5º ato - O declínio
Em 67, Nero retornou a
Roma aclamado pela multidão. Havia passado 1 ano e meio em "turnê", sem
atinar para as revoltas que pipocavam em seus domínios. Uma delas foi
liderada por Julio Víndice, governador da província da Gália Lugdunense
(o norte e o leste da atual França). Em poucos meses, as províncias
espanholas se uniram à rebelião sob o comando do governador Sérvio
Galba. "A demora de Nero em enfrentar as revoltas foi vista pelo Senado
como um sinal de fraqueza e perda de controle", diz Darius. "É como
aconteceu com o furacão Katrina, em 2005, nos EUA: as autoridades sabiam
que ele se aproximava da costa de Nova Orleans, mas nada fizeram."
Em
68, o Senado declarou Nero "inimigo público" e apoiou a coroação de
Galba. A partir daí, Suetônio e Cássio Dio imprimem na biografia do
princeps um tom cada vez mais dramático: isolado, Nero fugiu de Roma e
ordenou a seus homens cavar uma fossa. Gritou: Qualis artifex pereo! -
traduzido como "que artista morre comigo!" - e se suicidou com um
punhal. "Os leitores modernos interpretam mal essa frase de Nero.
Artifex, no grego de Dio, pode significar `artista¿ no sentido de
intérprete. Mas aqui o sentido é de `artesão¿", diz Champlin. "Nero
estava coordenando a construção de sua tumba - uma simples fossa com
fragmentos de mármore. E nesse momento alertou sobre o contraste entre o
grande artista que havia sido e o lamentável artesão em que se
transformara", diz o historiador. "Nero não disse `Que artista morre
comigo!¿, e sim quase o oposto: `Que artesão sou em minha agonia!¿"
No
fim das contas, Nero foi bem-sucedido no que se propôs: ser amado pela
maioria e garantir seu lugar na posteridade. Escreveu e encenou a trama
de sua vida sob os aplausos do público. Depois de sua morte, no entanto,
o roteiro foi editado de forma enviesada. "Embora alguns historiadores
tenham escrito textos elogiosos enquanto Nero era vivo, seu veredito foi
derrubado e seus trabalhos não sobreviveram", diz a historiadora Miriam
T. Griffin, da Universidade de Oxford, no livro Nero: The End of a
Dynasty ("Nero, o Fim de uma Dinastia", inédito no Brasil).
O que
os estudos recentes sobre Nero demonstram é que ele ocupou uma posição
ímpar entre os imperadores romanos: foi uma espécie de
imperador-celebridade, fascinado consigo mesmo e sem pudor de expôr seus
dotes aos poderosos e à plebe. Ele se julgava um continuador da glória
dos gregos e usava Roma e seu império como um grande palco para suas
exibições. Claro, ele foi, sim, um tirano - possivelmente o mais cruel
de sua dinastia. Mas sua necessidade de interagir com o povo o
transformou em um tirano popstar, alguém de quem a população gostava de
ter notícia, de saber o que andava fazendo. Em tempos de bunga-bunga na
política italiana, tal como praticado pelo ex-primeiro-ministro Silvio
Berlusconi, pode-se afirmar que o estilo Nero de governar ainda não saiu
de moda.
A morte de Agripina
Os historiadores antigos são
unânimes: Nero planejou diversas formas de matar sua mãe, Agripina. Só
que todas elas - de veneno a punhaladas - seriam óbvias demais. Foi
quando Aniceto, ex-mestre do imperador, sugeriu que ele simulasse um
naufrágio durante os festejos de Minerva, previstos para março de 59 na
baía de Nápoles. Dito e feito. Depois de um banquete com promessas de
reconciliação, Nero se despediu da mãe com beijos nos olhos e a
acompanhou até a praia, onde o barco-armadilha a esperava. A embarcação
afundou como estava previsto e alguns tripulantes morreram, mas Agripina
sobreviveu e nadou até uma barca próxima, que a levou à costa. Ciente
da tramoia, ela mandou um mensageiro ao palácio para informar que havia
sido salva pelos deuses. E pedir ao filho que a deixasse descansar em
paz. Nero ficou aterrorizado, imaginando que sua mãe incitaria o Senado e
o povo contra ele. Assim, aproveitou-se da situação: declarou que o
mensageiro era um sicário enviado por Agripina para matá-lo. E, alegando
direito de autodefesa, mandou soldados darem cabo da imperatriz.
Aniceto liderou o grupo e invadiu a villa (residência campestre) de
Agripina com uma espada na mão. Golpeou-a na cabeça e seus homens
terminaram o serviço. O corpo foi incinerado.
Ele não morreu
A
história de Nero não acabou com o suicídio. "Ele continuou muito
popular depois da morte, tanto que pelo menos 3 homens alegaram ser o
imperador", diz Darius Arya, do Instituto Americano para a Cultura
Romana. "Nesse sentido, podemos traçar um paralelo com Elvis Presley." O
primeiro falso Nero apareceu na Grécia em 69. Além da semelhança
física, ele cantava e tocava lira bastante bem - o suficiente para
convencer tropas sírias que o viram na ilha grega de Kython. Segundo
Tácito, contudo, a fama do impostor anônimo durou pouco: ele foi
executado por soldados do cônsul romano Lúcio Nonio Asprenas. O segundo
Nero despontou em 79 na Ásia. Chamava-se Terêncio Máximo e era tão
parecido com o imperador que arrebanhou multidões por onde passou.
Cássio Dio relata que Máximo selou uma aliança com Artabano 3º, um
guerreiro do império parto (atual Irã), rival de Roma. Mas a rebelião
falhou e Terêncio foi executado. No final de A Vida de Nero, Suetônio
diz que os partos admiravam tanto o imperador que, 20 anos após sua
morte, cortejaram outro desconhecido que afirmava ser ele. O sujeito
teve seus 5 minutos de glória até ser apanhado pela fraude pelas
autoridades.
Saiba mais
Livro
Nero: The End of a Dynasty, Miriam T. Griffin, Routledge, 2000, US$ 35,16